The Miz, Gargano, AJ Styles, Rollins, Adam Cole e Ciampa
Estamos conversados sobre WWE no que 2018 diz respeito. O Royal Rumble está já aí ao virar da esquina e, quando dermos por isso, já estamos em plena Road to Wrestlemania. A ausência por tempo indeterminado do top babyface Roman Reigns, eventuais lesões, finais de contrato, oscilações de popularidade, surgimento de novos valores no NXT e a sempre necessária renovação de caras no main-event e no seio das brands vai obrigar a companhia de Vince McMahon a decidir quem merecerá um empurrão para um nível superior.


A vaga deixada em aberto por Roman Reigns, que teve de interromper a carreira para tratar uma leucemia, obriga a encontrar um outro wrestler para o main-event do Raw - e consequentemente para os combates principais dos PPV’s -  que vá ao encontro de perfil de herói do The Guy, que por sua vez substituiu John Cena nesse papel. Braun Strowman é o principal babyface de serviço na brand vermelha, mas tem características diferentes – é necessário alguém um pouco mais pequeno, que possa ser dominado, ter grande empatia com o público e dar a volta aos combates de forma épica.

Olhando para o roster, o nome de AJ Styles parece ser aquele que mais rapidamente se poderá aproximar desse perfil. Há cerca de dois anos que tem vindo a cimentar-se como top babyface do SmackDown, terminou recentemente um reinado longo e entretido de 371 dias como campeão da WWE e está preparado e de certa forma livre para abraçar esse desafio. Tendo em conta a necessidade urgente que a Raw tem de ter alguém com funções similares às que Cena e Reigns desempenharam no passado, não é de descurar que o Phenomenal One possa vencer o Royal Rumble e desafiar Brock Lesnar pelo Universal Championship na Wrestlemania XXXV – ambos já trabalharam juntos no Survivor Series 2017 e o resultado foi francamente positivo.

Uma possível alternativa a Styles dá pelo nome de Seth Rollins. Depois de ter sofrido (e provocado…) lesões nos anos anteriores, The Architect esteve em evidência em 2017 e 2018, com bons combates, reinados como campeão intercontinental e de tag team e vitórias em Wrestlemanias. Tem vindo a crescer e a consolidar-se com um dos principais faces da companhia e esta feud com o ex-melhor amigo Dean Ambrose poderá ajudá-lo ainda mais para regressar ao main-event. Também não é de descurar uma vitória no Royal Rumble, mas tendo em conta que já está na Raw, pode muito bem voltar ao topo sem precisar disso.

Outro wrestler que tem vindo a subir no último ano e no qual deposito muitas expetativas para 2019 é The Miz. Depois de quatro bons reinados como campeão intercontinental nos últimos dois anos e meio e uma feud bastante agradável com Daniel Bryan, parece estar a ganhar novamente a aura de cool heel que o levou ao topo em 2010 e 2011. Presentemente está envolvido numa storyline com Shane McMahon, o que é sempre sinal de protagonismo. Sou capaz de apostar em que como voltará a ser campeão mundial no próximo ano se não tiver lesões e se se mantiver no SmackDown. Resta saber como coexistirá com o velho rival Daniel Bryan numa fase em que ambos são vilões.

Noutro âmbito, o NXT já começa a ser pequeno demais para a qualidade exibida por Johnny Gargano e Tommaso Ciampa. Depois de terem dado espetáculo enquanto tag team, ambos provaram ser capazes de fazer coisas fantásticas individualmente, tendo participado em alguns dos melhores combates da WWE em 2018. Não digo que entrem no roster principal pela porta do main-event, mas acredito que podem ajudar a fortalecer o mid-card de uma das brands e valorizar um dos títulos secundários.  Tendo em conta que na SmackDown o United States Championship tem estado um pouco na mó de baixo, poderão ter aí o encaixe ideal. Geralmente a WWE costuma apresentar nos seus principais shows algumas caras novas logo após a Wrestlemania, e em 2019 poderá ser a vez dos antigos membros dos #DIY.

Outro nome que tem tudo para saltar diretamente do NXT para ribalta é Adam Cole. Embora não esteja a protagonizar combates com a mesma qualidade dos de Gargano e Ciampa, creio que globalmente é superior e tem mais potencial para virar uma estrela de topo na WWE. Chegou mais tarde à companhia, é verdade, mas reúne uma série de atributos que o poderão colocar no roster de uma das principais brands a breve trecho e até com algum destaque. É precisão não esquecer que é líder de uma stable, os The Undisputed Era, que também contempla Bobby Fish, Kyle O'Reilly e Roderick Strong. Se estiver suportado por um bom booking, o grupo poderá ter um impacto semelhante aos que Nexus e The Shield causaram no passado. O pós-Wrestlemania poderá ser o timing ideal para a promoção.

E para vocês, em que nomes recaem as maiores expetativas para 2019?